No ano passado, em 23 de fevereiro, subitamente, perdi minha a mãe. No mesmo dia, horas depois do funeral, parentes entraram em minha casa e tentaram furiosamente expulsar o Moysés, meu companheiro. Isso (e outras atrocidades) está devidamente registrado em boletins de ocorrência na Delegacia de Copacabana. Parente é serpente. Daí fomos ao cartório de Copacabana e, em 15 minutos, nos casamos. Agora chega, ninguém mais nos separa. Babau!
Enquanto isso, enfrentei mesquinhos e covardes processos jurídicos da minha pequena, mas terrívelmente cruel e ambiciosa família, contra mim.
Respondi a tudo, com advogados excelentes. Não tenho medo de ninguém.
Pra culminar, perdi meu emprego, de 17 anos, sem indenizações, uma carta de demissão, nada. Fui pro olho da rua. E eu que vá correr atrás dos meus direitos.
Isso seria o suficiente pra pirar qualquer um, não é?
Não, não é. Porque eu me chamo Jôka, e definitivamente não acredito em derrotas! Recuso aceitar depressão e tenho um companheiro maravilhoso que me dá muita força.
Então resolvi pintar pratos de porcelana, uma das poucas coisas que ainda não tinha experimentado nas artes plásticas. E estou fazendo isso junto com vocês. Passo a passo. E alguns amigos estão adorando, elogiam, dão força e ainda querem comprar os pratos.
Não é maravilhoso? Sou um homem de sorte. Muita sorte. Ser feliz é a melhor vingança!
Os babacas que me sacanearam só merecem o meu desprezo. Xô, urubús! Dessa gente só quero uma coisa: distância.
Pra vocês que me trazem carinho, um beijo. E muito obrigado.