Estou sempre procurando algo que, suponho, vai me deixar mais feliz ou menos infeliz. Não que eu me sinta triste, nem melancólico, nem nada, não é isso. Mas acho que todo mundo, como eu, está sempre procurando alguma coisa.
É como se a gente entrasse em um carro desconhecido e dissesse ao motorista: “Vai, segue em frente, segue direto, vai pra bem longe daqui. Vai em frente, sempre em frente, vai e não para nunca.”
Tento dar algum sentido a minha vida diariamente. Trabalhar, criar, inventar, fazer as coisas com alguma arte, ter sensibilidade, ser bacana, ser forte, ser corajoso, amar, odiar, perdoar, esquecer, lembrar. Ter um olhar legal e generoso sobre o mundo.
Isso é um exercício diário, um eterno recomeçar. Não tem começo e nem fim. E, acredite, nada disso é fácil. Viver não é nada fácil, mas é a melhor das alternativas.
Você, eu, todos nós somos crianças das mais diversas idades. Eu, pelo menos, sou.
Deposito aqui, as minhas fichas afetivas mais íntimas em pessoas que só conheço virtualmente.
Disfarço as minhas solidões nesse blog que é lido silenciosamente nesse instante por você(s).
No fundo o que a gente, eu e você(s) queríamos dizer mesmo é: me olhe, me escolha. Goste de mim. Me ame.
Não quero me machucar, mas me arrisco pisando descalço em um terreno áspero, pisando em um chão que me distrai, me dá prazer, mas também me machuca.
Eu ando no escuro. Eu falo com desconhecidos.
Eu me exponho pra você(s) pra assim conseguir me ver melhor.
A gente quer e não quer ao mesmo tempo.
Os nossos desejos mais secretos são desconhecidos até pra nós mesmos.
Obrigado por estar aqui, lendo essas palavras e passeando comigo pela avenida.
Obrigado por me ajudar a amenizar a minha solidão. E a desvendar a minha vida secreta.
Ne me quitte pas.
Fotos da Av. Copacabana por Cristiano GO