14 março 2008

Gata em teto de zinco quente

Há anos atrás, Tereza Rachel fazia a peça “Gata em teto de zinco quente” no Teatro Copacabana, perto de minha casa.
A saída dos artistas dá pra janela de meu quarto.
Uma noite eu a vi saindo, com Antonio Fagundes e Paulo Gracindo, seus colegas de elenco.
Quando todos foram embora, percebi que ela havia esquecido algo em cima de um carro estacionado. Desci e encontrei uma valise redonda, de couro preto. Era uma marmita térmica, cheia de morangos. O regime de Tereza.
No dia seguinte fui ao teatro, devolver a marmita-chique.
A atriz me chamou ao camarim, agradeceu muito e me ofereceu um convite para o espetáculo.
Assim assisti o clássico de Tennessee Williams, convidado por Tereza Rachel. Ela estava inesquecível no papel da sensual Maggie, uma socialite frustrada que luta pra manter seu casamento com Brick (Fagundes), um ex-jogador de futebol americano, alcoólatra e deprimido.
A estrela passava a peça inteira usando uma combinação transparente e tinha mesmo que se alimentar de morangos pra manter aquele corpitcho perfeito.


25 comentários:

Eduardo P.L. disse...

Jôka,

obrigado pela simpatia e bom humor na participação da VÍTIMA DA QUINTA. Graças a eles a postagem foi um sucesso! Hoje tem a parte final!
Gostei do seu novo cabeçalho!
Parabéns pela história dos morangos da grande Tereza Rachel.Seu blog é fantástico, por isso! Histórias particulares de interesse geral!

Forte abraço,

Janaina Staciarini disse...

Ai, Loiro! Que tanto de história deliciosa que a gente lê quando vem por aqui... Beijos!

bueno disse...

joka, eu nunca ví a peca, mas adoro o filme. Paul Newman fecha como Brick. E o Big Daddy e Big mama sao também fantasticamente denunciantes da sociedade americana daquela época (50s?)
Ainda bem que nao tinha big brother hehe
o que foi feito de tereza rachel?

ana de toledo disse...

Deliciosa crônica!

DO disse...

Hajam morangos,hem JÔKA.

Eu gosto!!

Abraços!

Bárbara disse...

Eu assisti a peça com a Vera Fisher,e nao gostei,nao sei se foi mal dirigida se foi atuaçao dela,enfim mas Liz Taylor e Paul Newman humm já vale pelo colirio hehehe
bjs

Sieger disse...

Eu vi o filme...
Mas a peça deve ser mto melhor!!

Ritoca disse...

Oi Jôka!

Muito legal este post. Que história bacana!
A Tereza sempre me passou a imagem de uma mulher de personalidade muito forte. Uma grande atriz.

bjs

Alziro Patafisico disse...

Personalidade fortíssima!!!!!

Anônimo disse...

Que linda vivência !!!!! Tudo de bom...

Cristiano GO disse...

Gostei muito !

eduardo disse...

Nossa que bacana!!

Milady disse...

Ai Jôka, suas histórias sãopitorescas! Adoro... e aliás, adoro essa história tb... queria ter visto no teatro... mas essas coisas não aparecem aqui em Brasília facilmente...

beijos das terras áridas e vermelhas, no momento ainda um pouco lamacentas... ;-)

Angela Ursa disse...

Jôka, adorei a história do seu encontro com a Tereza Rachel! Marmita de morangos é chique mesmo :)) Pena que eu não assisti a essa peça. Beijos da Ursa :))

Angela Ursa disse...

Jôka, esqueci de dizer que, na década de 70, assisti à peça A Mãe, com a Tereza Rachel e o José Wilker, mas não foi no teatro dela. Era uma peça muito louca, super interessante! Beijos da Ursa

Eugênia Franco disse...

JÔka,
muito bacana a crônica. Marmita térmica com morangos, um luxo só é a Tereza.
Copacabana é a grande geradora de suas inesquecíveis histórias, sempre uma caixinha de surpresas!
Beijos!

Diz disse...

Eu vi esta peça, cara que fazia o jovem sedudor era meu vizinho, o Ivens Godinho, um gaúcho, depois apareceu na mídia, o irmão -Ivandel-foi sequestrado- mto triste.
A Tereza Rachel morava, não sei se ainda, acho que na Alberto de Campos, ou na Nascimento, não lembro, andava com um poodle para lá e pra cá. Excelente atriz- nunca a esqueci em 'Srta Júlia' do Vargas LLosa, ela dizia: "Que viva Herodes!", qdo chegavam os sobrinhos pequenos- inesquecível a personagem que ela fez.
Bons tempos... vi o seu amigo quase adolescente no "O Despertar da Primavera", vc deve ter visto dezenas de vezes, ele se masturbava em cena uauauuu
era o máximo hahaha para a época... ainda seria chocante hoje.
lembrnaças boas...
bjs

Márcia(clarinha) disse...

Nada é por acaso JÔka e ser ligado nos fatos faz você ser diferente, e meu amigo, uebaaa!!
dias lindos[apesar da chuva que não para, putzzz]
beijos
carinho em Gigi, ela está bem?

Tina disse...

Oi Jôka !

Você é mesmo chiquetérrimo - até na hora de pegar uma "marmita" - internacionalmente conhecida como apetrecho de pessoas menos afornunadas - a que passou pela sua mão estava cheia de morangos... trés chic!(rs)

beijos querido e bom fim de semana,

Polly disse...

adorei este post, adoro o jeito que cv escreve joka.
A historia é meio bizarra, rs...
bjs

Liliane de Paula disse...

Jôka, esses cultos "amemjesus"para mim são semelhantes a crises de histerismo. É para ter medo sim. O terrível é a Teresa Rachel não ter podido manter o teatro.
Liliane

Palpi disse...

Oi, Louro. Sinto uma falta danada sua. Vc tem tanta energia. Tereza Rachel também tinha uma personalidade forte. Tem, né? Morreu?
Beijo

Dani disse...

Quantas histórias em Copa você tem, Jôka. Tudo coisa de filme. Só em Copacabana mesmo. :-)

Beijão!

Luís Galego disse...

texto fortissimo, que leio vezes sem conta...que bom ter aqui vindo parar...

Alberto Pereira Jr. disse...

ela é talentosíssima..
já o fagundes a tempos interpreta ele próprio né?..