Praia de Copacabana - Década de 50.
A Avenida Atlântica tinha mão dupla, só uma pista e um movimento enorme de carros. As pessoas gostavam de sair para "passear de automóvel"... Anos Dourados.
Essa foto foi tirada do alto do Hotel Copacabana Palace, na esquina da Rua Rodolfo Dantas.
A praia estava cheia, devia ser verão. Todo mundo "se bronzeava" sem um pingo de culpa. Naquela época era chique estar "bronzeado", com aquela cor assim meio abóbora, que até hoje ainda é a favorita de nove entre dez paulistas em férias.
Tomava-se muito "banho de mar", "pegava-se jacaré" e as ondas só chegavam à beirinha em dias de grande ressaca.
Naquele tempo as ondas ficavam mais distantes, na arrebentação.
Praia de Copacabana - Hoje.
A praia foi aterrada na década de 60 e a faixa de areia ficou maior. Me lembro bem das obras do calçadão.
Eu era criança, ia à praia com minha irmã e minha mãe. Para chegarmos até o mar, tínhamos que pular vários obstáculos - ferragens retorcidas e canos imensos que seriam depois colocados em subterrâneos. Uma vez a minha irmã Môka P., que era pequena, machucou o pé em um ferro das obras. Foi um Deus nos acuda.
Berreiro, Pronto socorro e Merthiolate.
Agora as ondas passaram a estourar na beira, já que a praia avançou muito, até aonde antes era a arrebentação. Com a reurbanização, o calçadão ficou bem mais largo, e as mãos dos carros agora são divididas entre as duas pistas.
Nos domingos e feriados, o calçadão da Atlântica é fechado ao tráfego e se transforma em um território livre de lazer.
Adoro os desenhos geométricos lindos que decoram as calçadas em pedra portuguêsa. Foram criados pelo lendário paisagista e genial artista-plástico Burle Max.
Bem ao fundo, depois do Leme, o morro do Pão de Açucar.