11 julho 2005

A maçã no escuro

Chico Buarque disse que uma vez Clarice Lispector o convidou para um jantar em sua casa.
Ele foi, levando junto Vinicius de Moraes, que chegou a nutrir uma paixão por Lispector.

Como ela avisara que não teria nada alcóolico, os dois tomaram todas no bar Antonios antes de ir para lá.

"- Daí eu percebi que a conversa não fluía também com outras pessoas, que o Vinicius também se sentia intimidado. E o efeito da bebida foi passando e foi ficando mais difícil" - contou Chico Buarque.

No final, lá pela meia-noite, Lispector fez menção de se recolher, que já era tarde.
Os amigos foram embora.

"- E o jantar, no final, nem aconteceu. Acho que ela esqueceu, não sei."

09 julho 2005

Av. Nossa Sra. de Copacabana


Avenida Nossa Senhora de Copacabana

Frida Khalo

" Faço auto-retratos porque estou sempre sozinha.
E o assunto que mais conheço, sou eu mesma."

Frida Khalo - artista mexicana - 1907-1954

Sábado de inverno em Copa




Dona Adalgiza é super vaidosa e só sai assim, toda produzida.

As bandeiras marcam o território gringo, bem em frente ao Hotel Copacabana Palace.

Dona Ivete e Lúcinha são mãe e filha. Não se largam nem na praia.

Toalhas de praia em camelô da Praça do Lido.

Menestrel carioca ganha um troco na Praia de Copacabana.

Fotos : JÔKA P.

08 julho 2005

Pão de Açúcar - Memória do Rio


A inauguração do teleférico do Pão de Açúcar aconteceu em 1912 e projetou o nome do Brasil no exterior.

Não é à toa que é chamado de Jóia Turística da Cidade Maravilhosa.

O pico do Pão de Açúcar está na entrada da Baía de Guanabara, sendo referência visual para os navegadores que, do mar ou do ar, o procuram por estar localizado na periferia da cidade.

É um marco histórico, porque aos seus pés, Estácio de Sá, em 1º de março de 1565, fundou a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.


Estácio de Sá chegou ao Rio de Janeiro em 28 de fevereiro de 1565 e no dia 1º de março lançou os fundamentos da cidade, entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, por ser local de mais fácil defesa.

07 julho 2005

Ela é carioca...



Essa linda jovem chama-se Leyla e naturalmente é carioca.
A sereia fez pose nos anos 60 à beira da piscina em Itatiaia.
Ah ! A pin-up encantadora é a minha tia, viu ?

Gessy


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Embeleza e perfuma ...

Pão de Açúcar - Você sabia ?



Você sabia que na época da construção do teleférico do Pão de Açúcar, só existiam dois em todo o mundo ?
Teleférico de Monte Ulia (Espanha), com extensão de 280 metros, construído em 1907.
E o Teleférico de Wetterhorn (Suíça), com extensão de 560 metros, construído em 1908.
O nosso Pão de Açúcar foi então, o terceiro teleférico do mundo.

Duas crianças nasceram no complexo turístico:

Mário Barreiro Balcells, no Morro da Urca, em 15/5/1931, filho de Antonio Barreiro Martinez, antigo arrendatário do restaurante e em cuja dependência morava com a mulher.

E Paulina Sampaio, no Pão de Açúcar, em 1/5/1933, filha de José Maria Sampaio, que trabalhava no serviço de meteorologia da aeronáutica no posto do Pão de Açúcar e morava lá com a mulher.

Você sabia ?

06 julho 2005

Memória Carioca

Leme e Copacabana vistos do terraço do Copacabana Palace em 1922.

O palacete, que aparece em primeiro plano, foi uma das primeiras construções da Av. Atlântica.
Mais ao fundo podemos ver a Praça do Lido, cujo nome oficial é Praça Bernadelli.
Henrique Bernadelli, pintor, nasceu em Valparaíso no Chile.
Junto com seu irmão, Rodolfo Bernadelli, escultor, tinha um belíssimo palacete na Atlântica, esquina com Rua Belfort Roxo.
Na foto aparece o palacete, com as suas duas torres.
Foi demolido no final dos anos 30.

Posto Seis


Posto 6 da Praia de Copacabana

Colônia dos Pescadores

Cabaré de Mére Louise


Avenida Atlântica - Posto 6 - início do Século XX
Foto de Augusto Malta


No final da Praia de Copacabana, existiam uma colônia de pescadores e um restaurante especializado em peixadas.

O estabelecimento ficava na esquina da Rua Francisco Otaviano e ali funcionou, no início do século, o famoso Cabaré de Mère Louise, que alugava quartos por hora.

Cassino Atlântico


Muitas décadas depois, neste mesmo local, foi construído o Cassino Atlântico, origem do nome do shopping que hoje ocupa todo o quarteirão e onde está instalado um hotel.

04 julho 2005

Domingo de inverno

Jôka P.

Jôka P.


O primeiro domingo de julho foi de sol a pino - registrou a temperatura mais alta da estação e as praias ficaram super cheias. Multidões de cariocas - sim, eu disse multidões - passearam na orla e aproveitaram o inverno tropical. Piscinas naturais foram formadas no mar calmo de Copacabana, Ipanema e Leblon.

São Pedro ignorou o inverno.

Os cariocas agradecem.

Dona Carmem




De Carmem Mayrink Veiga, socialaite carioca e primeira dama da elegância, a um amigo que perguntou a diferença entre uma bolsa Louis Vuitton verdadeira e a falsa:

" Querido, a diferença fundamental é quem a usa..."

Copacabana Palace - hoje

Jôka P.

Jôka P.
Copacabana Palace - alpinistas faxinam as janelas do hotel.
Alpinistas sociais...

Copacabana Palace - 1924

Av. Atlântica - Foto de Augusto Malta em 17/10/1924
Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro
O Hotel Copacabana Palace, inaugurado em 1923 na Avenida Atlântica, projeto do arquiteto francês Joseph Gire no estilo dos hotéis da Riviera francesa, destacava-se por seus oito pavimentos e sua elegância aristocrática.
Muitos anos mais tarde, o hotel, considerado bem de valor histórico e artístico, foi tombado como patrimônio da cidade.
Mesma sorte não tiveram os palacetes, bangalôs e chalés, substituídos por enormes prédios.


Copacabana - 1922 - O Copacabana Palace visto da Praça do Lido

Vista da Praia de Copacabana do terraço do Copacabana Palace - década de 20.

Copacabana Palace - memória carioca

Copacabana Palace no século passado - década de 20


Copacabana Palace hoje - um monumento da história carioca.

03 julho 2005

Av. Atlântica - dois tempos




Praia de Copacabana - Década de 50.

A Avenida Atlântica tinha mão dupla, só uma pista e um movimento enorme de carros. As pessoas gostavam de sair para "passear de automóvel"... Anos Dourados.

Essa foto foi tirada do alto do Hotel Copacabana Palace, na esquina da Rua Rodolfo Dantas.

A praia estava cheia, devia ser verão. Todo mundo "se bronzeava" sem um pingo de culpa. Naquela época era chique estar "bronzeado", com aquela cor assim meio abóbora, que até hoje ainda é a favorita de nove entre dez paulistas em férias.

Tomava-se muito "banho de mar", "pegava-se jacaré" e as ondas só chegavam à beirinha em dias de grande ressaca.

Naquele tempo as ondas ficavam mais distantes, na arrebentação.

Praia de Copacabana - Hoje.

A praia foi aterrada na década de 60 e a faixa de areia ficou maior. Me lembro bem das obras do calçadão.

Eu era criança, ia à praia com minha irmã e minha mãe. Para chegarmos até o mar, tínhamos que pular vários obstáculos - ferragens retorcidas e canos imensos que seriam depois colocados em subterrâneos. Uma vez a minha irmã Môka P., que era pequena, machucou o pé em um ferro das obras. Foi um Deus nos acuda.

Berreiro, Pronto socorro e Merthiolate.

Agora as ondas passaram a estourar na beira, já que a praia avançou muito, até aonde antes era a arrebentação. Com a reurbanização, o calçadão ficou bem mais largo, e as mãos dos carros agora são divididas entre as duas pistas.

Nos domingos e feriados, o calçadão da Atlântica é fechado ao tráfego e se transforma em um território livre de lazer.

Adoro os desenhos geométricos lindos que decoram as calçadas em pedra portuguêsa. Foram criados pelo lendário paisagista e genial artista-plástico Burle Max.

Bem ao fundo, depois do Leme, o morro do Pão de Açucar.

Av. Atlântica - Memória de Copacabana


Avenida Atlântica na década de 20.

Avenida Atlântica em 1950.

Avenida Atlântica - Século XXI

02 julho 2005

As aventuras de Brigitte Montfort


Na década de 70, ainda adolescente, eu era fã de uma coleção de livrinhos pulp-fiction, vendidos em bancas de jornais.
Gostava de ler ZZ7-As aventuras de Brigitte Montfort, a "Baby", mestre dos disfarces, inteligentíssima, poliglota, corajosa, milionária, bela e poderosa espiã NúmeroUm da CIA.

As aventuras emocionantes eram publicadas mensalmente pela Editora Monterrey, com as capas lindíssimas do ilustrador Benício.

Através dessas capas percebi que eu também sabia desenhar, e que um dia seria um artista plástico.


Cheguei a colecionar mais de trezentos livrinhos, mas depois fui me desfazendo deles.

Mesmo assim ainda conservo uns poucos, já bem detonados pelo tempo...

Essas imagens de algumas das minhas capas preferidas, me acompanham como referência estética por toda a vida.

Giselle Montfort


A mesma editora, também lançou uma coleção de quatro livrinhos em sequência :

“As Memórias Secretas de Giselle Montfort,
A Espiã Nua Que Abalou Paris.”
Giselle era a mãe de Brigitte Montfort.


"As Memórias Secretas de Giselle, A Espiã Nua Que Abalou Paris" , apareceram pela primeira vez em 1948, sob a forma de folhetim no extinto Diário da Noite do Rio de Janeiro.

Em 1952 foram reunidas em livro.

Em março de 1964, a Editora Monterrey adquiriu todos os direitos dessas memórias e as relançou em quatro volumes que foram distribuídos em todas as bancas de jornais do Brasil.

Na década de setenta foram re-publicados, e foi então que eu os li.

01 julho 2005

HELP

Gringo faz pose na porta da Disco-Bitch.

A jovem Karinne - modelo e manequim faturando alto.

Garotas boas vão para o céu. Garotas más vão pra qualquer lugar.

A HELP é uma boite de saliência que fica no Posto Seis da Avenida Atlântica, em Copacabana.

Você nunca teve cara de entrar, mas sempre quis saber o que rola lá dentro ?
Seus problemas acabaram.
Clique aqui, no Site da HELP, uma espécie de coluna social da piranhagem carioca.
Vai ver desde os amassos lúbricos no interior do cabaré-discoteca, até as fotos da pegação desinibida com os gringos que acontece mais cedo, na praia logo em frente.
Um cartão postal do Rio, para o mundo.