11 julho 2005

A maçã no escuro

Chico Buarque disse que uma vez Clarice Lispector o convidou para um jantar em sua casa.
Ele foi, levando junto Vinicius de Moraes, que chegou a nutrir uma paixão por Lispector.

Como ela avisara que não teria nada alcóolico, os dois tomaram todas no bar Antonios antes de ir para lá.

"- Daí eu percebi que a conversa não fluía também com outras pessoas, que o Vinicius também se sentia intimidado. E o efeito da bebida foi passando e foi ficando mais difícil" - contou Chico Buarque.

No final, lá pela meia-noite, Lispector fez menção de se recolher, que já era tarde.
Os amigos foram embora.

"- E o jantar, no final, nem aconteceu. Acho que ela esqueceu, não sei."

4 comentários:

Ivana Arruda Leite disse...

Jôka, querido, vendo seus quadros eu entendi de onde vem a nossa sintonia. Somos da mesma fornada! Parentes, irmãos. Você nas artes plásticas, eu na literatura, mas os dois na mesma trilha. Meus contos falam muito do universo que você retrata. Melodrama, Almodóvar, muita porrada e desilusão sem perder a pose. Parabéns. Um grande beijo, Ivana

Jôka P. disse...

Ivana, que palavras bonitas essas suas. Estou feliz por nos conhecer-mos. Um beijo carioca.

Renata disse...

Jôka querido, tão bom quanto ler essa história aqui no Avenida Copacabana foi ver uma amiga querida recomendando o seu blog e dizendo que lembrou de mim com a história de Clarice e Chico Buarque. Alegria maior não há. Beijo!

Jôka P. disse...

Renata, que palavras mais bonitas ! Você é muito querida aqui em Copacabana. Beijos cariocas pra sua Goiânia. JÔKA P.