26 junho 2007
22 junho 2007
A Rainha do mar
Sei que muita gente vai discordar, reclamar horrores, mas não tem jeito. Cinco milhões de eleitores escolheram Copacabana como a praia mais famosa e linda do mundo. E nem foi preciso ninguém ficar suplicando por votos, como está acontendo com essa campanha chata do "New 7 Wonders" pelo Cristo Redentor.
Por ser uma praia muito famosa e super visitada, aqui também existem problemas - os mesmos que existem em qualquer grande metrópole. Naturalmente, o mesmo não acontece nos cafundós de Urubupunguá.
Copacabana tem a beleza natural da praia no meio de uma cidade, com a simpatia e a generosidade do seu povo. É uma New York à beira-mar. 21 junho 2007
Vaca de Copacabana
Essa vaquinha bacanérrima foi criada pelo arquiteto Edgard Moura Brasil, companheiro de Gilberto Braga, para a Cow Parade, em setembro. 
19 junho 2007
Santo Lorax

Lá fora, na praia, na linha do horizonte, sobre o mar, há um toque ainda indefinido, agora já vermelho, inquieto.
15 junho 2007
Celinha Baleia
Jôka,sou baixa e gorda, tenho 1,64 e peso mais de 100 quilos.
Não estou gorda, SOU gorda. Gordinha, fofinha, fofucha, nada disso, detesto esses termos. Sou gordona assumida, uma montanha imensa de banhas mesmo.
Já me chamaram de rolha de poço, Free Willy, Moby Dick, mas eu não ligo. Finjo que nem ouço... gente ignorante !
hoje tomei Reductil, comi uma salada de rúcula e agora estou escrevendo e comendo um aipo, que é muito bom porque estimula a mastigação lenta e libera a salivação abundante.”
Não faço dietas e nem tenho complexos. Acho digno ser assim.
Peso 120 quilos e quero me relacionar com quem goste de gordas.
Beijos
Celinha Baleia
12 junho 2007
Dinorá e Vanderley
Dinorá : - Maneiro ! Adoro hotel de quinta ! Você vai ver que as anãs cabeçudas são as melhores amantes ! Não vai se arrepender !
Vanderley : - A Matilde já liberou geral, baixinha ! Encontro você as 8 e meia na esquina do Ed. Copamar, tá !
08 junho 2007
Vidal e Gildoca
04 junho 2007
Peixes deitados de lado
A temperatura diante do Copacabana Palace é de 19 graus e o tempo está sujeito a chuvas e trovoadas.
Não esperem em hipótese alguma encontrar parkas metalizados futuristas e nem casacões bacanérrimos de couro preto com golas de pele, no outono de Copacabana. Não rola.
Sou carioca, mas contrariando a Adriana Calcanhoto, eu gosto de dias nublados. Detesto calor. Por mim podia fazer esse tempo o ano inteiro, que estava ótimo.
Nos dias de chuva nós saimos desse jeito: bermuda, capas de 5 Reais compradas no jornaleiro, um moleton barato e botas velhas - ou havaianas.
Fiquei andando sozinho, por uma Copacabana vazia. E é assim que me sinto - despovoado. Pensei que a chuva me libertaria.
31 maio 2007
Ed. Copamar
Essa é a esquina da R. Min. Viveiro de Castro com Ronald de Carvalho, em Copacacabana, que foi reproduzida na cidade cenográfica Projac, pra novela Paraíso Tropical. Com vários prédios art-deco muito bonitos, construidos há pelo menos 60 anos, essa esquina fica entre a R. Barata Ribeiro e a Praça do Lido, à duas quadras da praia.
Aqui sempre têm muitos "burros sem rabo", os conhecidos e tradicionais carrinhos manuais para o transporte de pequenas mudanças pelo bairro.
O Ed. Palacete Oceânico, com suas pastilhas rosadas e o portão de ferro dourado, na R. Min. Viveiro de Castro 229, foi a inspiração para o Ed. Copamar – cenário reconstruido fielmente na Projac para representar a Copacabana romântica de Paraíso Tropical.
O Ed. Copamar foi criado por Gilberto Braga e Ricardo Linhares como um núcleo dramático para abrigar a diversidade de personagens que caracteriza o universo de Copacabana. Lá moram o vacilante Heitor (Daniel Dantas), a gengivuda Neli (Beth Goulart), a semi-virgem Camila (Patricia Werneck), a síndica Jabiraca Iracema (Dayse Lucidy) e a anã Dinorá (Isabela Garcia), entre outros.
28 maio 2007
Carlos não mora mais aqui
Paris -1987você não vai acreditar... je suis à Paris !!!
Ontem fui ao Duplex, que ainda existe – e tem fotos do nosso amigo Carlos por toda parte ! E cheio, bourrée a craquer !!! Pensei que depois de tantos anos, ia encontrar um bar decadente... mais non !
Queria tanto me lembrar de uma coisa, mas não consigo.
Anjos. Tem a ver com anjos partindo.
Anjos que desaparecem, voando juntos.
O Duplex era um bar no centro de Paris, onde nos anos 80 passei momentos felizes e fiz duas exposições.
Carlos – um amigo brasileiro que trabalhava lá, fazendo um pouco de tudo - DJ, fotógrafo, host, promoter, barman e gerente. Me apresentou a "tout le monde" e me hospedou várias vezes em seu apartamento.
Da última vez em que esteve no Brasil, veio me visitar. Tomamos caipiwodkas, rindo muito até de madrugada em um bar da Av. Atlântica. Carlos tinha vindo se despedir dos amigos e ver pela última vez a Praia de Copacabana.
Dias depois, a irmã dele telefonou, dizendo que lamentava, e tal, mas que Carlos tinha partido. Eu já esperava, mas foi como se tivesse sido soterrado por uma avalanche gelada.
Uma geração inteira de amigos saiu da vida muito cedo, como uma revoada de anjos. Todos jovens, talentosos, inteligentes. E muito queridos.
Falange. Falange. Legião.
Então era isso o que eu queria lembrar. O coletivo de anjos.
25 maio 2007
Cante (e dance) conosco
Durante a vida a gente enjoa de umas pessoas. Com o tempo rola um desgaste e acabamos perdendo o interesse por elas. A gente se afasta. Micha. The end.E também toma entojo de alguns blogs: quando ficam caidaços, sacais e evidentemente já não suportam mais nem a si mesmos, não sou eu quem vai querer aquilo.
Cortar links toscos me dá o mesmo alívio que esvaziar gavetas de cacarecos, arrumar armários e jogar fora troços velhos.
Esse serve, esse não serve mais. In. Out. Fica na gaveta. Vai pro lixo.
23 maio 2007
Hebe in Rio
A homenageada do Prêmio Contigo fez questão de mostrar que não tem aquelas desagradáveis irritações e assaduras provocadas pela depilação agressiva das axilas e virilha.
21 maio 2007
100% louras
Em um filme chamado "As Branquelas", que passou essa semana na Tela Quente, dois atores negros se travestiam de louras bagaceiras, escrotas e burríssimas que passavam por sequências sucessivas de cenas escatológicas humilhantes e constrangedoras.Ninguém chiou. Nenhuma associação de proteção às louras se ofendeu e saiu berrando que o filme era racista.
Agora, se fizessem um filme com protagonistas afro-descendentes toscas, bundudas, piranhudas e idiotas, chamado “As Neguinhas” ? Perguntar não ofende.
Ofende ?
18 maio 2007
Florence ma chérie
Minha vizinha socialaite é uma espécie de “Belle du Jour” carioca.Florence Lafont é ninfomaníaca, faz sexo compulsivante com estranhos, vive enchendo a cara, cantando La Vie em Rose e trocando as pernas.
A francesa também faz parte da diretoria vitalícia dos Narcóticos Anônimos.
Depois da visita do Papa, mademoiselle resolveu dizer que é católica praticante.
Florence vai à missa na igreja Nossa Sra. de Copacabana todas as tardes. Florence Lafont reza em francês, baixinho, compenetrada.
Je vous salue, Marie pleine de grâces, le Seigneur est avec vous. Vous êtes bénie entre toutes les femmes...
Amém !
16 maio 2007
Franka in Rio
Hoje a Franka esteve no Rio e passou aqui em Copacabana pra me ver.
Se alguém ainda não conhece a moça (sério ?), ela é uma das mais talentosas e bem-humoradas cronistas de São Paulo e tem o bacanérrimo blog Frankamente – freqüentado por nove entre dez blogueiros chiques, antenados e inteligentes.
Fiquei numa alegria tão grande em rever a Franka que tive uma espécie de transe alucinatório, um estado de alteração da consciência e das faculdades mentais, acompanhado de uma estranhíssima mudança de comportamento. Em resumo, dei uma pirada geral.
Um cinegrafista amador que passava pela praia de Copacabana registrou tudo e colocou no iútube.
Vocês mesmos podem constatar.
Era só felicidade e alegria mesmo, frankamente.
14 maio 2007
Copacabana
Copacabana é muito mais do que um bairro. É uma vida secreta, a minha casa interna.
O calçadão da praia, traçando um caminho sinuoso em preto e branco, imitando o movimento do mar.
Copacabana é um limite entre a cidade e a geografia do meu inconsciente. Copacabana é assim, exagerada, decadente, chique, descontrolada, brega, punk, puta auto-suficiente, princesinha cintilante, iemanjá luminosa e superbacana.
Organiza ela mesma a sua lógica.
12 maio 2007
Contém 1g
De agora em diante, quero fazer um blog diferente desse aqui.Um blog bem normal. Com muitas coisas escritas, textos enormes, letras miudinhas e quase nenhuma figura.
Um blog sério, com confidências íntimas e referenciais internos profundos.
E poesia. Tem que ter poesia caseira, pretensiosa e boba.
Quero ter um blog normal e chato, daqueles que ninguém aguenta ler.Um blog que as pessoas só fingem que lêem e comentam: “Lindo texto !” ou “Tenha um bom dia !” ou “ Que saco, vá à merda !”
Um blog normal e sacal. Mas com conteúdo.
Preciso de um blog com conteúdo.
E com cara de conteúdo.
09 maio 2007
Habemus Papa !
A igreja católica torturou e matou milhares de inocentes durante a inquisição.Afirmou que os índios brasileiros não tinham alma.
Apoiou o nazismo e deu força a todas as ditaduras militares na América Latina.
Encobre e protege os padres pedófilos, que literalmente comem criançinhas.
Afirma que os gays e lésbicas são seres indignos, diabólicos e que vão queimar eternamente no inferno.
E por incrível que pareça, essa seita inenarrávelmente retrógrada e cruel ainda hoje é contra a camisinha.
“Sua Santidade” o Papa Bento XVI, o líder de toda essa baixaria, está visitando o Brasil. Não fui eu quem chamou. Nem vou lhe dar boas vindas.
07 maio 2007
10 Bagaceiras
1- Fazer sinal da cruz e dizer cruz-credo.2- Vinho espumante prosecco.
3- Escova de Chocolate.
4- Chamar a mulher de “minha esposa” e o marido de “esposo”.
5- Lavar a cabeça em pé, no tanque.
6- Receber visitas e mostrar a casa. Se disser “Não repara” é pior.
7- Comentários: “Posse te linkar ?” ou “Te linkei, tá !” – Não pode.
8- Comerciais de cerveja com pagodeiros, todos, sempre.
9- Artesanato.
10- O Papa.
05 maio 2007
Ni avec toi, ni sans toi.
Blogs começam e acabam todos os dias, quando a gente menos espera.
Outro dia mesmo, um blog terminou assim: “Não existo mais virtualmente. Fim. A internet virou um inferno pra mim nesses últimos meses. Não quero mais.”
Entendo esse limite maluco entre o apego e a rejeição. Enter ou delete.
Não tenho nenhum saco pra ficar lendo “Viva São Jorge”, “Viva o dia disso ou daquilo”, “Coitada da Nair Bello”, “Palavras meigas de Clarice”, “Minha vidinha é super fofa” e muito menos “Viva eu viva tu viva o rabo do tatú”.
Reclamações com a gerência.
O tempo não esfriou e ameaçou chover no final da tarde. Eu estava precisando tanto dessa chuva. Achei que isso me libertaria.
Ni avec toi, ni sans toi.
Nem com você, nem sem você.









