07 julho 2007

LIVE EARTH - Copacabana


Xuxaaaaa !!!! Xuxaaaaa !!!!

Fitas da Xuxa, enfeitadas de glitter - na base de 1 Real... Vai ?

The boys. O doce pássaro da juventude...

Pink ! Think pink !... Pink is the color.

Hummmm.... Seria você, Celinha Baleia ?

Aí, qualé, tô de olho, heim, meirmão !

Who´s that gringo ?!!!

Ainda agora mesmo, sem brigas, sem barracos, sem baixarias e nem violência, aqui em Copacabana.
Ao vivo e a cores.

Fotos - Jôka P.

06 julho 2007

LIVE EARTH - Copacabana

O show Live Earth rola simultâneamente em 8 cidades do mundo: NYC, London, Shangai, Rio de Janeiro, Johannesburg, Sydney, Tokyo e Hamburg.
Mas só aqui em Copacabana você pode tomar água de coco geladinha e comprar essa canga bacanérrima por apenas 10 reais.


A proposta do show, que vai contar com Lenny Kravitz, Macy Gray, Pharrell Williams, Jota Quest, O Rappa, MV Bill e Jorge Ben Jor, é alertar o mundo sobre os efeitos devastadores do desperdício, do descuido com a natureza e do aquecimento global.
Só uma dúvida - o que vão sujar e detonar a Praia de Copacabana não é exatamente um exemplo de respeito a natureza.
Ou é ?
Enquanto pobres turistas se aglomeram em aeroportos lotados pra vir pra cá ver os famosos, o carioca, que não é nada tiete, passeia numa ótima pela praia, como se nada houvesse... Fiu - fiu !
Cariocas são bacanas.


No entanto o fiel fã clube da Xuxa passou a noite na areia comendo biscoitos trakinas. E elas já se aglomeram, suarentas, babando nos alambrados sob um sol demoníaco, e berrando:
"Xuxaaaa, cadê você ? Eu vim aqui só pra te veeeer !"
O importante é acreditar nos seus sonhos.


O homem louro e viril de camisa branca e óculos escuros no centro do palco é a Xuxa.
É muito bom estar com vocês. Brincar com vocês. Ilariê.


Fotos - Jôka P.

04 julho 2007

Tão longe, tão perto



Daqui da praia não se ouve os barulhos da cidade, o caos parece que não existe. É um outro mundo, com cores e cheiros totalmente diferentes.
Outra organização.

Aqui perto do mar só se percebe o barulho calmo das ondas, o vento, uma ou outra gaivota, quase o silêncio. Praticamente o paraíso.

É isso que acontece quando a gente vive dentro de um cartão postal.



Fotos - Jôka P.

01 julho 2007

Sob o céu de Suely

Não se pode dizer que Suely seja uma mulher de sorte.
A vida não tem sido nada generosa com ela.
É uma mulher solitária, depressiva e sofre de uma terrível prisão de ventre emocional, que a leva ao desespero.
Suely odeia essas obras, esses tapumes, os andaimes e a bagunça toda que estão fazendo na Praia de Copacabana.

A construção da arena do voley para o Pan 2007 é um pesadêlo medonho e barulhento.
Esse caos terrível, além de deprimir Suely, ainda inibe e bloqueia totalmente o funcionamento de seus intestinos. Trava tudo, entende ?
A pobre Suely, constipada e tristonha, fica lá, sentada num banco do Calçadão, torcendo as mãozinhas e tentando se concentrar.

Suely olha pro céu e suplica, numa oração cheia de fé, com os olhos marejados de lágrimas : - Meu bom Deus, dá-me forças para aturar esse caos, serenidade para superá-lo, e , sobretudo, dá-me, pelo menos uma vez ao dia, vontade de fazer cocô.

Suely sabe que terá que recorrer ao Gutalax, um poderoso laxante.
No fundo ela sabe que o céu não atenderá as suas preces.
Mas Gutalax existe, e é batata.
Ainda bem que as bilheterias azuis do Pan já estão prontas, e que ficam logo alí perto, e que as portas não estão trancadas, e que Suely pode entrar lá, numa emergência. Haverá uma emergência. Gutalax é tiro e queda.
Com um pouco de sorte ninguém nem vai ver Suely.

Fotos - Jôka P.

28 junho 2007

Paella caipira

Todo mundo sabe que o destino de BBB é virar ex.
Com Irislenne (com E no final, lógico) não poderia ser diferente.
Ex-sacoleira, ex-BBB e ex-namorada do Alemão, já prevendo o fim inevitável de seus ex-15 minutinhos de fama, a caipira está fechando contrato para ficar nua em uma revista farmaco-ginecológica.

Pra garantir uma grana antes ir parar no Superpop e finalmente cair no ostracismo eterno, Siri vai mostrar a Paella completa: coxinhas, ostra e marisco.

26 junho 2007

Fashion Dog Rio

Ué ?! O que será que a estátua do Carlos Drummond de Andrade olha assim com tanto interesse, nessa manhã de sol ?

É ela ! A top-dog Sissi Lafayette, celebridade canina bacanérrima, que desfila a próxima tendência de moda verão, na passarela da Praia de Copacabana.


Fotos - Môka P.

22 junho 2007

A Rainha do mar

Copacabana foi eleita recentemente a praia mais bonita do mundo, numa votação promovida pelo site americano Askmen.
Sei que muita gente vai discordar, reclamar horrores, mas não tem jeito. Cinco milhões de eleitores escolheram Copacabana como a praia mais famosa e linda do mundo. E nem foi preciso ninguém ficar suplicando por votos, como está acontendo com essa campanha chata do "New 7 Wonders" pelo Cristo Redentor.

Se vocês forem acreditar em tudo o que lêem ou vêem na televisão, vão achar que ninguém pode sair no Rio sem tomar um tiro.
Ou que inocentes são massacrados de 5 em 5 minutos em cada esquina de Copacabana.
Mas isso é mentira, lógico.
Copacabana é uma praia lindíssima bem no meio da cidade. Não é povoada por um monte de bandidos, pivetes, putas e mendigos, como podem pensar alguns mocorongos. É povoada na grande maioria por gente do bem.
Por ser uma praia muito famosa e super visitada, aqui também existem problemas - os mesmos que existem em qualquer grande metrópole.
Naturalmente, o mesmo não acontece nos cafundós de Urubupunguá.

Copacabana tem a beleza natural da praia no meio de uma cidade, com a simpatia e a generosidade do seu povo. É uma New York à beira-mar.
Quem fala mal daqui é por dôr de cotovelo, ignorância, ciúme, ou pior, pura inveja. É batata !
A realidade é dura aqui. Mas também é linda.

Fotos- Jôka P.

21 junho 2007

Vaca de Copacabana

Essa vaquinha bacanérrima foi criada pelo arquiteto Edgard Moura Brasil, companheiro de Gilberto Braga, para a Cow Parade, em setembro.
Inspirada em Copacabana e na novela Paraíso Tropical, a vaca tem tetas com as cores do arco-íris, homenageando a turma GLS e usa escarpins vermelhos, numa alusão às prostitutas que se viram no calçadão, como a descolada Bebel, protagonista vivida pela linda Camila Pitanga.


19 junho 2007

Santo Lorax


Tentando dormir. Feche os olhos e relaxe, Jôka.

Contar carneirinhos nunca deu certo comigo. Não vejo sentido nisso.

Copacabana silenciosa, Santo Lorax, o rádio fm ligado baixinho, Marina Lima cantando no escuro, um pensamento se transformando em outro.

Fico pensando onde estarei quando esse blog já estiver há muito tempo abandonado, onde vocês vão estar quando já tiverem esquecido de mim e eu de vocês. Penso no fim da memória enquanto ainda não apaguei. Vou nessa. Ainda não. Vou nessa. Ainda não.

Cindy foi operada, tadinha, mas correu tudo bem.

Como disse Woody Allen as duas melhores palavras de se ouvir não são: “te amo”. As duas palavras mais bonitas que a gente pode ouvir, olha que louco, são: “é benigno”.

Estou quase dormindo, mas não consigo ou não quero.

Quero que tudo isso passe logo. E que daqui pra frente seja só um sonho.
Lá fora, na praia, na linha do horizonte, sobre o mar, há um toque ainda indefinido, agora já vermelho, inquieto.

Mais tarde, bem mais tarde, aquilo vai ser o sol.

15 junho 2007

Celinha Baleia

Jôka,
sou baixa e gorda, tenho 1,64 e peso mais de 100 quilos.
Não estou gorda, SOU gorda. Gordinha, fofinha, fofucha, nada disso, detesto esses termos. Sou gordona assumida, uma montanha imensa de banhas mesmo.
Já me chamaram de rolha de poço, Free Willy, Moby Dick, mas eu não ligo. Finjo que nem ouço... gente ignorante !
Como exitem blogs de gordas que ficam descrevendo o seu emagrecimento!
”Querido blog,
hoje tomei Reductil, comi uma salada de rúcula e agora estou escrevendo e comendo um aipo, que é muito bom porque estimula a mastigação lenta e libera a salivação abundante.”

Não faço dietas e nem tenho complexos. Acho digno ser assim.
Peso 120 quilos e quero me relacionar com quem goste de gordas.
Beijos
Celinha Baleia

12 junho 2007

Dinorá e Vanderley


Vanderley : - Dinorá, tenho tara por anã cabeçuda ! Quanto menor eu mais gosto ! Você não quer marcar um encontro naquele hotelzinho sórdido da Praça do Lido ?
Dinorá :
- Maneiro ! Adoro hotel de quinta ! Você vai ver que as anãs cabeçudas são as melhores amantes ! Não vai se arrepender !


Dinorá : - Você também é meio tampinha... não vou nem precisar subir num banquinho pra te dar umas bitocas, Vanderley ! Mas... será que a sua mulher, a Matilde, vai liberar ?
Vanderley : - A Matilde já liberou geral, baixinha ! Encontro você as 8 e meia na esquina do Ed. Copamar, tá !


Dinorá : - ÊBA ! Caraca, nem acredito que vou tirar o atraso ! O corno do Gustavo que se cuide !

Figurante : - Vanderley, o Jôka pediu pra avisar que o Internet Explorer ainda não tá funcionado no blog. Pra ver o Av. Copacabana, só com o Firefox, tá !
Vanderley : - Você é anã ?



Fotos - Jôka P.

08 junho 2007

Vidal e Gildoca


Vidal :
- Acabei de encontrar o Jôka aqui em Copacabana e ele pediu pra avisar que o Internet Explorer não tá pegando aqui no blog, só o Firefox ... Mas eu tô pegando a Gildoca, viu ! Rá rá rá rá rá !


Gildoca : - Menos, Vidal ! Pirou ? Deixa de ser cafa ! Se não me der um emprego melhor no Grupo Cavalcanti e pagar o botox da vovó Virgínia e o scotch do vovô Belizário eu juro que não vou mais ser boazinha com você, viu ! E vê se encolhe esse barrigão !

Fotos - Jôka P.

04 junho 2007

Peixes deitados de lado

A temperatura diante do Copacabana Palace é de 19 graus e o tempo está sujeito a chuvas e trovoadas.

Está frio e chovendo hoje.
A vida praticamente para de existir quando Copacabana está exposta a temperaturas mais baixas. As ruas ficam desertas. O carioca não sai, fica em casa quieto, utilizando apenas suas reservas de energia, hibernando.
A gente só vê uns gatos pingados. Literalmente.

N
ão esperem em hipótese alguma encontrar parkas metalizados futuristas e nem casacões bacanérrimos de couro preto com golas de pele, no outono de Copacabana. Não rola.
Aqui não é Matrix, eu não sou o Keanu Reeves e não tem nada disso no Rio.
Nós, cariocas, não temos roupas superlegais de inverno. Nunca compramos sweters de tricô de lã. Nunca compramos nada de autêntico cachemere. No máximo um moleton e uma jaqueta básica de academia, que nem Adidas é.
Não conhecemos o frio rigoroso do inverno.
Tempo gelado de bater o queixo nunca existiu aqui.

Sou carioca, mas contrariando a Adriana Calcanhoto, eu gosto de dias nublados. Detesto calor. Por mim podia fazer esse tempo o ano inteiro, que estava ótimo.

Nos dias de chuva nós saimos desse jeito: bermuda, capas de 5 Reais compradas no jornaleiro, um moleton barato e botas velhas - ou havaianas.
Cariocas são assim - largados.

Fiquei andando sozinho, por uma Copacabana vazia.
E é assim que me sinto - despovoado. Pensei que a chuva me libertaria.
Achei que o frio, o vento gelado que vem do mar e a água da chuva me livrariam dessa sensação de deserto interno. Mas não.
Fotos - Jôka P.