
Além da Caminhada de Lésbicas, já estão marcadas mais duas manifestações na Praia de Copacabana: a Maratona Etílica dos Pinguços, em que uma multidão de bebuns vai de bar em bar enchendo a cara de choppes - e a Primeira Passeata de Anões, com os nossos simpáticos amiguinhos protestando contra as dificuldades que enfrentam os pequeninos. Participe você também dessas agitações democráticas ! E aí... vai ?
Não tinham mais do que uns poucos gatos pingados na melancólica manifestação “Fora Sarney” que rolou aqui na Praia de Copacabana.
Por falar em mobilização, está marcada pro próximo dia 30 a 1° Caminhada de Lésbicas na Praia de Copacabana. Muitas delas, como nós sabemos, ainda vivem dentro do armário. Essas então, vão participar disfarçadas, usando máscaras. O objetivo da passeata é... hum... sei lá ?!
E aí ? Se animou ?
Esse é o projeto do escritório americano Diller Scofidio que vai dar forma ao novo Museu da Imagem e do Som (MIS) na Praia de Copacabana, com exposições de um dos maiores bancos de dados da cultura brasileira.
O projeto é inspirado nas curvas do calçadão de Copacabana e prevê rampas, janelões envidraçados e paredes vazadas, em que os visitantes vão ver não só o acervo do museu, como também a paisagem bacanérrima da praia.
Reparem ao fundo da imagem, o favelão típico que ocupa parte do morro. E que pelo andar da carruagem, vai crescer, crescer, e ficar muito mais "espaçoso" quando o museu for inaugurado. Medinho.
As obras devem começar no início de 2010, mas muito dificilmente as coisas aqui acontecem exatamente conforme as previsões.
A expectativa é de que o museu fique pronto dois anos e meio após a demolição do prédio em que hoje funciona a principal atração do turismo sexual no Rio de Janeiro, a Boate Help, o piranhódromo da Avenida Atlântica.
Um enxame de abelhas japonesas invadiu o consultório de um conceituado ginecologista carioca, causando pânico e desespero.
Apicultores especialistas nessa espécie raríssima de abelhas migrantes nipônicas garantem que os insetos ficam totalmente descontrolados quando se sentem atraídos pelo cheiro de... deixa pra lá.
全部欲しいのよ全部。全て掲載さ !
Sinto muito, mas maminha de alcatra não tem não senhor.
E buchada, que derrete na boca, isso tem, mas acho que o senhor e a senhora não são assim lá muito chegados a uma buchada, né. Ou são ?
A senhora pediu rosbife? Mandou bem, é a nossa especialidade. Peraí um instantinho que eu vou ver lá dentro. Sinto muito, tinha, só que acabou. Mas eu posso lhe oferecer um lagarto redondo, vem limpinho, macio, sangrento, sem gordura e nem pelanca.
E salsichão, o senhor gosta? Salsichão tem. De porco e de frango. Com ou sem farofinha ? Mal passado ou ao ponto ?
Sou um blogueiro um pouco acima do peso, arroxado em jeans da liquidação da Zara, louro natural ajeitado, primo distante da Waleska Popozuda, comedor compulsivo de miojo, viciado em toddynho, vizinho desesperado de uma igreja universal do reino de deus e neo-twitteiro reticente.
Como todo bom carioca de Copacabana odeio ser seguido, mas pra quem quiser me contrariar: @Joka_P
"O Twitter é exatamente como a minha própria vida: um monte de gente sem graça se achando e falando sozinha. Só que é como se todo mundo se ouvisse."
Você já foi à uma festa a fantasia ? Já se fantasiou alguma vez ? De quê ? Tem algum personagem no qual sonha em se transformar, ao menos durante algumas horas ? A Vida Secreta é uma das lojas mais surpreendentes de Copacabana. Um espaço mágico onde você pode virar quem ou o que quiser. E como o nome já diz, lá você vai poder deixar de ser quem é, e viver uma vida diferente, uma outra vida que existe em segredo, uma vida secreta.
A minha querida Vânia Werneck, talentosa designer e figurinista é a cabeça, tronco, membros - e principalmente o coração da Vida Secreta. Ela está fazendo um blog bacanérrimo, onde a gente pode acompanhar o dia a dia nada rotineiro dessa incrível loja de fantasias.
Eu tenho uma ligação afetiva com você. Pode parecer uma maluquice sem pé nem cabeça, mas é verdade, juro.
Sinto a sua falta, sofro de saudades, morro de ansiedade, de tristeza, de raiva, pulo de alegria, de encantamento, de entusiasmo, de admiração. E principalmente sinto um grande carinho por você, que vem aqui, me visitar, e ler essas bobeiras que eu escrevo.
Poucos, pouquíssimos dos que me visitam, me deixam indiferente. Não é o seu caso. Acho que conheço bastante você, tintim por tintim, ainda que virtualmente. Algumas vezes me sinto até bem íntimo. Tipo assim.
Com muitos problemas na vida “real”, me recuso a trazer pra cá um tom melancólico. Detesto aquele nhé nhé nhé dos tristonhos, dos depressivos, dos coitadinhos. Eles são desnecessários e patéticos.
Hoje não estou nem um pouco a fim de gracinhas, porque me sinto sem graça alguma. E falta de humor, pra mim, é sinônimo de pouca inteligência e nenhuma educação. Então vou ficar quieto. Calado. Na minha.
Se você ainda tiver um minuto, olha, é rapidinho, então deixa só eu lhe dar um toque: não perca o seu tempo com gente que não vale à pena. Diga não. Se você não souber, repita em frente a um espelho, cem vezes: não, não, não. Se for preciso, repita mil, dez mil vezes.
Diga sim. Se tiver dificuldade, repita internamente: sim, sim, sim.
Divirta-se. Divirta-se. Divirta-se.
Voltando pra casa, de noite, tomei um tombão bem na esquina da Av. Copacabana. Estava esperando o sinal abrir, carregando umas vinte sacolas de supermercado e de repente, assim, do nada, caí pra frente. Me estabaquei como um mamão maduro. Foi como se alguém tivesse me empurrado - mas não havia ninguém atrás de mim.
Uma mendiga que passava, parou e me ajudou a catar tudo. Até me deu uns sacos plásticos, porque os meus arrebentaram todos. Perguntou se eu tinha me machucado, se estava bem, e tal.

Estou contando isso porque quem vem aqui e não me conhece, pensa que eu vivo sempre em uma paisagem mágica e que o meu universo é povoado por seres extraordinários. Mas não é.
Por favor, me corrijam se eu estiver dizendo alguma bobagem: acho que o Roberto Carlos é o único artista brasileiro que se manteve 50 anos no auge do sucesso, sempre vendendo pencas de CDs, montanhas de DVDs e atraindo multidões de fãs fieis para todos os seus shows.
Agora, só tem uma coisinha que me incomoda, viu... Porque o Roberto Carlos ainda continua usando aqueles ternos estranhíssimos, tão anos 80, que parecem saídos da "Opera do Malandro", com calças largonas e ombreiras imensas ?
Tem uns programas na televisão que a gente só vê assim totalmente por acaso, porque pira no controle remoto e não consegue parar de trocar de canal. Em um desses, acho que era o Saia Justa, uma jornalista ia pras ruas de Nova Iorque e perguntava pro povo “o que é que você pensa do Brasil ?”.
Todos os americanos arregalavam aqueles olhos aguados e respondiam “party”, carnaval e tal – porque é isso o que a maioria das pessoas conhece sobre a gente mesmo. Além de bunda, lógico.
Mas isso eles não diziam.
Até entendo. Porque, pensa bem, do que é que você lembra quando alguém fala, por exemplo, sei lá, sobre a Noruega ? Eu penso em bacalhau, lógico. E o Mônaco ? É batata. Eu lembro imediatamente da Grace Kelly - a princesa, não aquela colega da Suellen.
Então vamos bem mais longe. O que a gente sabe (sem olhar no Google, tá) sobre a Bielorússia ?
E sobre a Eslovênia ? E a Eslováquia ? E a Macedônia ?
A julgar pelo que é apresentado no livro de história em quadrinhos “COPACABANA” (Ed. Desiderata), escrito por Lobo e ilustrado por Odyr, o famoso bairro, e uma das praias mais visitadas do planeta não passam de um lamentável amontoado de poluição e lixo - um cenário imundo povoado basicamente por putas decadentes, vigaristas, encrenqueiros, traficantes e outros tantos seres escrotos em geral.
Na Copacabana amarga e nojenta que aparece no livro dos dois autores gaúchos não há espaço para cariocas gente boa ou paisagens ensolaradas. Lá (aqui ?) tudo é sinistro, horripilante, de uma escuridão broxante, depressiva e vampiresca. Praticamente uma Transilvânia.
Até aí tudo bem, afinal está na moda malhar o Rio de Janeiro (principalmente por quem não é carioca).
Se você quiser formar a sua própria opinião, então beleza. Compre o livro pelo site Copacabana em Quadrinhos.
