31 julho 2008

Discutindo a ralação

Com a recente liberação da internet wi-fi grátis no calçadão de Copacabana, já surgiu um novo profissional da “economia informal”. Ele se aproxima todo pimpão com um pano macio e um líquido para tirar a umidade e proteger o note book contra a maresia.
Cobra R$2 e deixa a sua máquina tinindo de limpinha, um brinco.
Sinal dos tempos. É o ciber-flanelinha.

Um vendedor ambulante da Av. Copacabana oferece um exclusivo cartão de fidelidade aos seus melhores clientes. Toda vez que o freguês comprar um CD ou DVD, o cartão é perfurado.
A cada quatro compras, ganha de brinde um filme em lançamento.
É uma espécie de cartão de milhagem de camelô.


Fotos - Jôka P.

31 comentários:

Kenia Mello disse...

Nossa, quanto profissional criativo o mercado formal não perde por causa desses impostos absurdos...

Ritoca disse...

Jôka,

Do jeito que a coisa anda preta, deve aparecer ainda mais novos profissionais da "economia informal"...
Gostei do cartão de fidelidade do camelô...rs

Abs

Marcia disse...

Negócios muito promissores e criativos.As grandes corporações que se cuidem.

Edu1000 disse...

Que coisa mais cafona ficar teclando na praia! Não levo o meu notebook para lá nem a pau, Juvenal!

tertulías disse...

Querido, isto é o que realmente admiro no Rio. Meu pai chamava isto de "jeitinho" carioca... eu nao, acho estas "inovacoes" incríveis... existe uma expressao em alemao: A emergencia traz inventividade! E eu adoro ver o pessoal pelo menos trabalhando em vez que roubando e ameacando os outros. E de uma inventividade/inteligencia incrível... ah, se o europeu tivesse este "jeitinho". muitas, muitas lembrancas Ricardo

P.S. Teu Blog já virou parte da minha rotina diária... Adoro! Ah... queria também perguntar: como está o comprimento do cabelo? Estava já tao grandinho e voce estava super bem... continua crescendo?

Jôka P. disse...

Oi, Ricardo !
A minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos... quanta diferença !
É super difícil deixar cabelo crescer, mas estou tentando, depois um tempão usando máquina "reco".
Já começa a se formar no alto da cabeça um estranho murundú capilar, além daqueles pagodes chineses compridos em volta das orelhas, que nos deixam com a aparência abominável de um cachorro poodle.
Ando quase sempre de boné, mas quando tiro e me olho no espelho, vejo semelhanças assustadoras com ídolos bregas da Jovem Guarda, como Jerry Adrianni ou Erasmo Carlos.
Na verdade acho que estou me transformando em um Wanderley Cardoso louro.

Abç!

tertulías disse...

Meu querido, que boa a sua visita... já estou indo tomar banho porque tenho que acordar amanha às seis (voo para Paris para passar o fim de semana lá com Erich) mas nao resisti e tenho que responder...
Adorei o Wanderley Cardoso "louro", hi hi... agora, meu lindo... voce já aguentou tanto tempo, que por favor, continue... imagine eu, ficando careca, jamais poderia fazer isto, entao, todo o incentivo para voce!!!!! Quero te ver com longos caixos (se escreve assim?), longas melenhas louras quando for ao Rio em setembro, OK?????
depois eu traduzo o texto em alemao para voce - nao tem realmente nada a haver com sexo, escrevi (finalmente) muito sério sobre a xenofobia e os preconceitos aqui na Europa Central.. um horror, menino! Nada, nada fácil estar todo dia confrontando toda esta baixaria.. beijo e Boa Noite, ok? Te quiero mucho! Ricardo

bill boy disse...

jôka comprei o dvd do hulk novo no camelô de copacabana mas a imagem era uma m#rda totalmente desfocada nem consegui assistir inteiro me arrependi foi a primeira e última vez. as suas paradas e fotos aqui sempre são ótimas parabéns. bill

Milady disse...

Fala sério... Sinceramente, se os políticos desse país fossem um tiquinho mais sérios e não roubassem tanto, tivesse um pouco mais de investimento que fosse em educação, com a criatividade que se encontra nesse povo, olha, acho que esse país estaria numa situação muito melhor...

beijos

Alziro Patafisico disse...

Impressionante a criatividade do brasileiro, e especialmente do carioca na hora de inventar um jeitinho de descolar uma grana. E wi-fi na praia é muito chic, mas vai arruinar muito laptop com samba, suor, cerveja e areia.

Chris Pessoa disse...

Jôka, que máximo! Serviços de primeira, na praia de Copacabana. Muito legal! :-)))
Me conta como anda o uso do Wi-Fi na praia? O pessoal tá usando mesmo ou está com medo? Aumentaram o policiamento?

Bjo!

Angela Ursa disse...

Jôka, ciber-flanelinha é ótimo! :))
Fiquei curiosa para saber que quiosque grande é esse, da segunda foto, que tem o chão forrado com ripas de madeira? Beijos da Ursa via tambores florestais Wi-Fi :))

Dani disse...

'ciber-flanelinha' foi fantástico.
Beijo...

bueno disse...

oi joka
é bom que aqui eu me mantenho informado. tá na base de 2 reais, é? e funciona direirinho?

Miguel Andrade disse...

Jôka! Wow! Deve dar pra ganhar brindes facinho! Esse wi-fi pega em casa? Tipo internet grátis?

Klero disse...

nossa, faço questão de levar meu note pro Rio na próxima viagem para desfrutar de mais um serviço!

(outro dia numa reunião, uma colega carioca estava comentando que sente saudades dos Globo... )

Anninha disse...

Ei Jôka!!!

Que criativo!!! "A economia informal" anda cada vez mais moderna....São os novos tempos!!!
Adorei :)
Jôka, outro dia esta ouvindo o cd do Ney Matogrosso "Inclassificáveis" ... que eu adoro ... e lembrei muuito de vc, não fico mais um dia sem vir te visitar...e essa música eu achei a sua cara, olha só:

Fraterno
Ney Matogrosso
Composição: Pedro Luís

Hoje o dia amanheceu solar
Vi pela janela um céu azul
Tinha aroma que soprou do mar
Foi trazido por um vento sul

Levantei pra te escrever
Carta no computador
Frases fiz pra descrever
O que o jornal falou

Fogos de artifício, vícios, suicídio
Belezas e dores no vídeo
Surfe, tsunami invade o litoral
Lá no paraíso

Tinha tédio, assédio, contágio
Febre, suborno, litígio
Pontes, asfalto, pedágio
E um sobressalto acorda os vizinhos

Misses, mísseis, meretrizes
Clones, ciclones, ogivas
Beijos e finais felizes
Fazem parte destas mal tecladas linhas

Amanhã te escrevo mais
Deste diário moderno
Junto as saudações finais
Mando um beijo fraterno

Rio, 25 de maio
Te envio um sorriso
Te desejo uma praia
Tá chovendo granizo
Deu saudade de casa
Dê lembrança aos amigos
No momento preciso
Tome um banho de rio.

Espero que goste,
Bjos

Laura disse...

Cyber flanelinha foi otimo!!!
No Recife, a gente vai estacionar o carro, os flanelinhas dizem assim "arreia, arreia.." Nunca entendi! Hehe!

mr. cat disse...

A minha experiência com produtos de camelô é nula, acho que até hoje comprei apenas bateria para o meu relógio. No entanto posso afirmar que nunca levarei um notebook para a praia, não só por razões de segurança mas porque acho um exibicionismo desnecessário e de muito mau gosto.
Esse post sobre as novidades da economia informal em Copacabana arrasou, Jôka!

Linda Carioca disse...

Olá, Jôka ! Tudo bom ? Eu só levaria meu note para a praia caso quisesse trabalhar sentindo a brisa do mar, mas dai a neguinho achar ser exibicionismo, é demais !

Ah, me poupa, desde quando um note é objeto de exibicionismo ? Achei demais esse lance do wi-fi grátis no calçadão. Muitos turistas poderão conversar com suas famílias que estão longe, e usar a cam para mostrar que maravilha estão perdendo !

Adoro a criatividade do nosso povo que sempre arruma um jeitinho de ganhar dinheiro de forma honesta !

Beijos, loiro !

DO disse...

Prefiro que sejam criativos a ficarem pensando em crimes...
Abração,JÔKA!

Denise! disse...

Olá Jôka,

Realmente o brasileiro é um povo muito inventivo. Só aí no Rio vi coisas como vender filhote de cachorro na esquina. E praia pra mim é sinônimo de descanso, só levaria o notebook em caso de muita necessidade mesmo e agora com esse serviço de cyberflanelinha, então, está um luxo!

Bom final de semana.

Até Mais!!!

eduardo disse...

'ciber-flanelinha'
kkk

Eugênia Franco disse...

Jôka,
e as pessoas tem aderido a idéia de usar seus notebooks à beira-mar?
Essa sua Donatela do post anterior está um terror.
Eu viajei, só retornei hoje. Depois volto para conferir todas as suas novidades. Sempre imperdíveis.
Beijos!

Amigo de Copacabana disse...

As pouquíssimas pessoas que usam notebooks na beira da praia não parecem ser cariocas e sim turistas. Sabe aqueles casais em trajes "endomingados": maridos de gel no cabelo-camisa-polo-bermuda-branca-tênis-nike-novinho e mulheres de salto-altão-brincão-cabelão?... Então.

Anônimo disse...

Rubens-RJ. Sou carioca, uso o meu notebook somente em casa. Vou à praia para caminhar e tomar sol. Tem que ser muito nerd para conectar internet lá.

Too-Tsie disse...

O assunto é sempre polêmico mas acho que é um meio ainda digno para a pessoa que não conseguiu nada no mercado formal.
A mesma pessoa que mete pau, é aquela que compra escondidinho dando um passeio na rua.

整個都是被念 disse...

這個禮拜整整就是我被罵到臭頭的一個禮拜,除了禮拜一以外其他時間我幾乎都會被處長叫過去糾正一下一些小事情。註:禮拜一因為鳳凰颱風來襲所以放假一天

Luciana disse...

Moro numa cidade onde há gente de todo o mundo. É difícil ver gente mais criativa e com mais jogo de cintura do que o brasileiro.

Cristiano GO disse...

Sabia que vc iria comentar sobre wi-fi na tv, sabia que vc iria comentar aqui no nosso espaço maravilhoso...
Fico sempre impressionado com a qualidade das crônicas e do bom gosto do Jôka...
Um grande abraço.

P.S. Tira uma foto do cabelo e manda que estou curioso... ehehehehe...

FINA FLOR disse...

kkkkkkkkkk

falando nisso, acho ridículo os cafés das livrarias não oferecerem Internet sem fio, sabia?

beijocas

MM.