26 junho 2007

Fashion Dog Rio

Ué ?! O que será que a estátua do Carlos Drummond de Andrade olha assim com tanto interesse, nessa manhã de sol ?

É ela ! A top-dog Sissi Lafayette, celebridade canina bacanérrima, que desfila a próxima tendência de moda verão, na passarela da Praia de Copacabana.


Fotos - Môka P.

22 junho 2007

A Rainha do mar

Copacabana foi eleita recentemente a praia mais bonita do mundo, numa votação promovida pelo site americano Askmen.
Sei que muita gente vai discordar, reclamar horrores, mas não tem jeito. Cinco milhões de eleitores escolheram Copacabana como a praia mais famosa e linda do mundo. E nem foi preciso ninguém ficar suplicando por votos, como está acontendo com essa campanha chata do "New 7 Wonders" pelo Cristo Redentor.

Se vocês forem acreditar em tudo o que lêem ou vêem na televisão, vão achar que ninguém pode sair no Rio sem tomar um tiro.
Ou que inocentes são massacrados de 5 em 5 minutos em cada esquina de Copacabana.
Mas isso é mentira, lógico.
Copacabana é uma praia lindíssima bem no meio da cidade. Não é povoada por um monte de bandidos, pivetes, putas e mendigos, como podem pensar alguns mocorongos. É povoada na grande maioria por gente do bem.
Por ser uma praia muito famosa e super visitada, aqui também existem problemas - os mesmos que existem em qualquer grande metrópole.
Naturalmente, o mesmo não acontece nos cafundós de Urubupunguá.

Copacabana tem a beleza natural da praia no meio de uma cidade, com a simpatia e a generosidade do seu povo. É uma New York à beira-mar.
Quem fala mal daqui é por dôr de cotovelo, ignorância, ciúme, ou pior, pura inveja. É batata !
A realidade é dura aqui. Mas também é linda.

Fotos- Jôka P.

21 junho 2007

Vaca de Copacabana

Essa vaquinha bacanérrima foi criada pelo arquiteto Edgard Moura Brasil, companheiro de Gilberto Braga, para a Cow Parade, em setembro.
Inspirada em Copacabana e na novela Paraíso Tropical, a vaca tem tetas com as cores do arco-íris, homenageando a turma GLS e usa escarpins vermelhos, numa alusão às prostitutas que se viram no calçadão, como a descolada Bebel, protagonista vivida pela linda Camila Pitanga.


19 junho 2007

Santo Lorax


Tentando dormir. Feche os olhos e relaxe, Jôka.

Contar carneirinhos nunca deu certo comigo. Não vejo sentido nisso.

Copacabana silenciosa, Santo Lorax, o rádio fm ligado baixinho, Marina Lima cantando no escuro, um pensamento se transformando em outro.

Fico pensando onde estarei quando esse blog já estiver há muito tempo abandonado, onde vocês vão estar quando já tiverem esquecido de mim e eu de vocês. Penso no fim da memória enquanto ainda não apaguei. Vou nessa. Ainda não. Vou nessa. Ainda não.

Cindy foi operada, tadinha, mas correu tudo bem.

Como disse Woody Allen as duas melhores palavras de se ouvir não são: “te amo”. As duas palavras mais bonitas que a gente pode ouvir, olha que louco, são: “é benigno”.

Estou quase dormindo, mas não consigo ou não quero.

Quero que tudo isso passe logo. E que daqui pra frente seja só um sonho.
Lá fora, na praia, na linha do horizonte, sobre o mar, há um toque ainda indefinido, agora já vermelho, inquieto.

Mais tarde, bem mais tarde, aquilo vai ser o sol.

15 junho 2007

Celinha Baleia

Jôka,
sou baixa e gorda, tenho 1,64 e peso mais de 100 quilos.
Não estou gorda, SOU gorda. Gordinha, fofinha, fofucha, nada disso, detesto esses termos. Sou gordona assumida, uma montanha imensa de banhas mesmo.
Já me chamaram de rolha de poço, Free Willy, Moby Dick, mas eu não ligo. Finjo que nem ouço... gente ignorante !
Como exitem blogs de gordas que ficam descrevendo o seu emagrecimento!
”Querido blog,
hoje tomei Reductil, comi uma salada de rúcula e agora estou escrevendo e comendo um aipo, que é muito bom porque estimula a mastigação lenta e libera a salivação abundante.”

Não faço dietas e nem tenho complexos. Acho digno ser assim.
Peso 120 quilos e quero me relacionar com quem goste de gordas.
Beijos
Celinha Baleia

12 junho 2007

Dinorá e Vanderley


Vanderley : - Dinorá, tenho tara por anã cabeçuda ! Quanto menor eu mais gosto ! Você não quer marcar um encontro naquele hotelzinho sórdido da Praça do Lido ?
Dinorá :
- Maneiro ! Adoro hotel de quinta ! Você vai ver que as anãs cabeçudas são as melhores amantes ! Não vai se arrepender !


Dinorá : - Você também é meio tampinha... não vou nem precisar subir num banquinho pra te dar umas bitocas, Vanderley ! Mas... será que a sua mulher, a Matilde, vai liberar ?
Vanderley : - A Matilde já liberou geral, baixinha ! Encontro você as 8 e meia na esquina do Ed. Copamar, tá !


Dinorá : - ÊBA ! Caraca, nem acredito que vou tirar o atraso ! O corno do Gustavo que se cuide !

Figurante : - Vanderley, o Jôka pediu pra avisar que o Internet Explorer ainda não tá funcionado no blog. Pra ver o Av. Copacabana, só com o Firefox, tá !
Vanderley : - Você é anã ?



Fotos - Jôka P.

08 junho 2007

Vidal e Gildoca


Vidal :
- Acabei de encontrar o Jôka aqui em Copacabana e ele pediu pra avisar que o Internet Explorer não tá pegando aqui no blog, só o Firefox ... Mas eu tô pegando a Gildoca, viu ! Rá rá rá rá rá !


Gildoca : - Menos, Vidal ! Pirou ? Deixa de ser cafa ! Se não me der um emprego melhor no Grupo Cavalcanti e pagar o botox da vovó Virgínia e o scotch do vovô Belizário eu juro que não vou mais ser boazinha com você, viu ! E vê se encolhe esse barrigão !

Fotos - Jôka P.

04 junho 2007

Peixes deitados de lado

A temperatura diante do Copacabana Palace é de 19 graus e o tempo está sujeito a chuvas e trovoadas.

Está frio e chovendo hoje.
A vida praticamente para de existir quando Copacabana está exposta a temperaturas mais baixas. As ruas ficam desertas. O carioca não sai, fica em casa quieto, utilizando apenas suas reservas de energia, hibernando.
A gente só vê uns gatos pingados. Literalmente.

N
ão esperem em hipótese alguma encontrar parkas metalizados futuristas e nem casacões bacanérrimos de couro preto com golas de pele, no outono de Copacabana. Não rola.
Aqui não é Matrix, eu não sou o Keanu Reeves e não tem nada disso no Rio.
Nós, cariocas, não temos roupas superlegais de inverno. Nunca compramos sweters de tricô de lã. Nunca compramos nada de autêntico cachemere. No máximo um moleton e uma jaqueta básica de academia, que nem Adidas é.
Não conhecemos o frio rigoroso do inverno.
Tempo gelado de bater o queixo nunca existiu aqui.

Sou carioca, mas contrariando a Adriana Calcanhoto, eu gosto de dias nublados. Detesto calor. Por mim podia fazer esse tempo o ano inteiro, que estava ótimo.

Nos dias de chuva nós saimos desse jeito: bermuda, capas de 5 Reais compradas no jornaleiro, um moleton barato e botas velhas - ou havaianas.
Cariocas são assim - largados.

Fiquei andando sozinho, por uma Copacabana vazia.
E é assim que me sinto - despovoado. Pensei que a chuva me libertaria.
Achei que o frio, o vento gelado que vem do mar e a água da chuva me livrariam dessa sensação de deserto interno. Mas não.
Fotos - Jôka P.

31 maio 2007

Ed. Copamar

Essa é a esquina da R. Min. Viveiro de Castro com Ronald de Carvalho, em Copacacabana, que foi reproduzida na cidade cenográfica Projac, pra novela Paraíso Tropical. Com vários prédios art-deco muito bonitos, construidos há pelo menos 60 anos, essa esquina fica entre a R. Barata Ribeiro e a Praça do Lido, à duas quadras da praia.

Aqui sempre têm muitos "burros sem rabo", os conhecidos e tradicionais carrinhos manuais para o transporte de pequenas mudanças pelo bairro.
Nessas ruas também acontece uma feira-livre muito movimentada, todas as quintas-feiras, mas nada disso aparece na novela.

O Ed. Palacete Oceânico, com suas pastilhas rosadas e o portão de ferro dourado, na R. Min. Viveiro de Castro 229, foi a inspiração para o Ed. Copamar – cenário reconstruido fielmente na Projac para representar a Copacabana romântica de Paraíso Tropical.

O Ed. Copamar foi criado por Gilberto Braga e Ricardo Linhares como um núcleo dramático para abrigar a diversidade de personagens que caracteriza o universo de Copacabana. Lá moram o vacilante Heitor (Daniel Dantas), a gengivuda Neli (Beth Goulart), a semi-virgem Camila (Patricia Werneck), a síndica Jabiraca Iracema (Dayse Lucidy) e a anã Dinorá (Isabela Garcia), entre outros.

Fotos - Jôka P.

28 maio 2007

Carlos não mora mais aqui

Paris -1987

“ Jôka,
você não vai acreditar... je suis à Paris !!!
Ontem fui ao Duplex, que ainda existe – e tem fotos do nosso amigo Carlos por toda parte ! E cheio, bourrée a craquer !!! Pensei que depois de tantos anos, ia encontrar um bar decadente... mais non !

A gente se vê,

Dudu Werneck ” (por e-mail)

Queria tanto me lembrar de uma coisa, mas não consigo.
Anjos. Tem a ver com anjos partindo.
Anjos que desaparecem, voando juntos.

O Duplex era um bar no centro de Paris, onde nos anos 80 passei momentos felizes e fiz duas exposições.

Carlos – um amigo brasileiro que trabalhava lá, fazendo um pouco de tudo - DJ, fotógrafo, host, promoter, barman e gerente. Me apresentou a "tout le monde" e me hospedou várias vezes em seu apartamento.

Da última vez em que esteve no Brasil, veio me visitar. Tomamos caipiwodkas, rindo muito até de madrugada em um bar da Av. Atlântica. Carlos tinha vindo se despedir dos amigos e ver pela última vez a Praia de Copacabana.
Dias depois, a irmã dele telefonou, dizendo que lamentava, e tal, mas que Carlos tinha partido. Eu já esperava, mas foi como se tivesse sido soterrado por uma avalanche gelada.

Uma geração inteira de amigos saiu da vida muito cedo, como uma revoada de anjos. Todos jovens, talentosos, inteligentes. E muito queridos.

Falange. Falange. Legião.

Então era isso o que eu queria lembrar. O coletivo de anjos.

25 maio 2007

Cante (e dance) conosco

Durante a vida a gente enjoa de umas pessoas. Com o tempo rola um desgaste e acabamos perdendo o interesse por elas. A gente se afasta. Micha. The end.
E também toma entojo de alguns blogs: quando ficam caidaços, sacais e evidentemente já não suportam mais nem a si mesmos, não sou eu quem vai querer aquilo.
Cortar links toscos me dá o mesmo alívio que esvaziar gavetas de cacarecos, arrumar armários e jogar fora troços velhos.
Esse serve, esse não serve mais. In. Out. Fica na gaveta. Vai pro lixo.
Isso é ser cuidadoso. E todo cuidado é porco.
Se você dançou, não fique triste, pelo menos cante conosco.
Essa música é dedicada ao seu blog e à você.

23 maio 2007

Hebe in Rio

A exuberância e ousadia de Hebe Camargo, acenando para o povão na varanda de sua suíte do Copacabana Palace, só de toalhinha.
A
homenageada do Prêmio Contigo fez questão de mostrar que não tem aquelas desagradáveis irritações e assaduras provocadas pela depilação agressiva das axilas e virilha.

Hebe usa Gel Pós Depilatório DepiClean com calêndula.
Mais conforto e segurança para a sua intimidade.

21 maio 2007

100% louras

Em um filme chamado "As Branquelas", que passou essa semana na Tela Quente, dois atores negros se travestiam de louras bagaceiras, escrotas e burríssimas que passavam por sequências sucessivas de cenas escatológicas humilhantes e constrangedoras.
Ninguém chiou. Nenhuma associação de proteção às louras se ofendeu e saiu berrando que o filme era racista.
Mas era.

Agora, se fizessem um filme com protagonistas afro-descendentes toscas, bundudas, piranhudas e idiotas, chamado “As Neguinhas” ?
Será que alguém iria cair de pau ? Será ?
Perguntar não ofende.
Ofende ?

Fala comunidade !

Fotos - Jôka P.

18 maio 2007

Florence ma chérie

Minha vizinha socialaite é uma espécie de “Belle du Jour” carioca.
Florence Lafont é ninfomaníaca, faz sexo compulsivante com estranhos, vive enchendo a cara, cantando La Vie em Rose e trocando as pernas.
A francesa também faz parte da diretoria vitalícia dos Narcóticos Anônimos.
Depois da visita do Papa, mademoiselle resolveu dizer que é católica praticante.


Florence vai à missa na igreja Nossa Sra. de Copacabana todas as tardes.
Fica esperando o motorista na portaria, usando Prada da cabeça aos pés, bebendo Absolut Vodka, exalando um antiquado Fleurs du Rocaille e segurando o seu kit-carola básica: mantilha de renda chantilly, tercinho de cristais swarovski e mini-bíblia.
Florence Lafont reza em francês, baixinho, compenetrada.
Je vous salue, Marie pleine de grâces, le Seigneur est avec vous. Vous êtes bénie entre toutes les femmes...

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Amém !

16 maio 2007

Franka in Rio

Hoje a Franka esteve no Rio e passou aqui em Copacabana pra me ver.
Se alguém ainda não conhece a moça (sério ?), ela é uma das mais talentosas e bem-humoradas cronistas de São Paulo e tem o bacanérrimo blog Frankamente – freqüentado por nove entre dez blogueiros chiques, antenados e inteligentes.
Fiquei numa alegria tão grande em rever a Franka que tive uma espécie de transe alucinatório, um estado de alteração da consciência e das faculdades mentais, acompanhado de uma estranhíssima mudança de comportamento. Em resumo, dei uma pirada geral.
Um cinegrafista amador que passava pela praia de Copacabana registrou tudo e colocou no iútube.
Vocês mesmos podem constatar.


Garanto que apesar das imagens parecerem desmentir, eu não tinha ingerido nenhuma substância tóxica ou alucinógena.
Era só felicidade e alegria mesmo, frankamente.

14 maio 2007

Copacabana

Copacabana é muito mais do que um bairro. É uma vida secreta, a minha casa interna.
O calçadão da praia, traçando um caminho sinuoso em preto e branco, imitando o movimento do mar.

Copacabana é um limite entre a cidade e a geografia do meu inconsciente. Copacabana é assim, exagerada, decadente, chique, descontrolada, brega, punk, puta auto-suficiente, princesinha cintilante, iemanjá luminosa e superbacana.

Organiza ela mesma a sua lógica.

12 maio 2007

Contém 1g

De agora em diante, quero fazer um blog diferente desse aqui.
Um blog bem normal. Com muitas coisas escritas, textos enormes, letras miudinhas e quase nenhuma figura.
Um diarinho contando o cotidiano singelo do ser humano.
Um blog falando de descontrole emocional, anti-depressivos, dermatite seborréica, obesidade mórbida, intestino preguiçoso e o grande desafio Actívia.
Um blog sério, com confidências íntimas e referenciais internos profundos.
E poesia. Tem que ter poesia caseira, pretensiosa e boba.
Nóia. Bóia. Jóia. Jóia rara. Odara, cara.

Quero ter um blog normal e chato, daqueles que ninguém aguenta ler.
Um blog que as pessoas só fingem que lêem e comentam: “Lindo texto !” ou “Tenha um bom dia !” ou “ Que saco, vá à merda !”
Um blog normal e sacal. Mas com conteúdo.
Preciso de um blog com conteúdo.
E com cara de conteúdo.


Fotos - Pierre & Gilles

09 maio 2007

Habemus Papa !

A igreja católica torturou e matou milhares de inocentes durante a inquisição.
Afirmou que os índios brasileiros não tinham alma.
Apoiou o nazismo e deu força a todas as ditaduras militares na América Latina.
Encobre e protege os padres pedófilos, que literalmente comem criançinhas.
Afirma que os gays e lésbicas são seres indignos, diabólicos e que vão queimar eternamente no inferno.
E por incrível que pareça, essa seita inenarrávelmente retrógrada e cruel ainda hoje é contra a camisinha.
“Sua Santidade” o Papa Bento XVI, o líder de toda essa baixaria, está visitando o Brasil.
Não fui eu quem chamou. Nem vou lhe dar boas vindas.
Papa, tenha a santa paciência.

07 maio 2007

10 Bagaceiras

1- Fazer sinal da cruz e dizer cruz-credo.
2- Vinho espumante prosecco.
3- Escova de Chocolate.
4- Chamar a mulher de “minha esposa” e o marido de “esposo”.
5- Lavar a cabeça em pé, no tanque.
6- Receber visitas e mostrar a casa. Se disser “Não repara” é pior.
7- Comentários: “Posse te linkar ?” ou “Te linkei, tá !” – Não pode.
8- Comerciais de cerveja com pagodeiros, todos, sempre.
9- Artesanato.
10- O Papa.

05 maio 2007

Ni avec toi, ni sans toi.

Blogs começam e acabam todos os dias, quando a gente menos espera.
Outro dia mesmo, um blog terminou assim:
“Não existo mais virtualmente. Fim. A internet virou um inferno pra mim nesses últimos meses. Não quero mais.”
Entendo esse limite maluco entre o apego e a rejeição. Enter ou delete.
Não tenho nenhum saco pra ficar lendo “Viva São Jorge”, “Viva o dia disso ou daquilo”, “Coitada da Nair Bello”, “Palavras meigas de Clarice”, “Minha vidinha é super fofa” e muito menos “Viva eu viva tu viva o rabo do tatú”.
Reclamações com a gerência.
O tempo não esfriou e ameaçou chover no final da tarde. Eu estava precisando tanto dessa chuva. Achei que isso me libertaria.
Ni avec toi, ni sans toi.
Nem com você, nem sem você.

Pintura - acrílica s / tela - Jôka P.